BOLSONARO ESCOLHE 01 PARA PRESIDENTE
Flávio Bolsonaro é escolhido por pai como pré-candidato à Presidência em 2026, afirmam aliados
Por Redação Manchette Press – Brasília, 6 de dezembro de 2025
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi anunciado nesta sexta-feira (5) como o pré-candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão, segundo aliados próximos, foi selada durante uma visita de Flávio ao pai, que cumpre prisão em regime fechado na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
A conversa, que durou cerca de 30 minutos na terça-feira (2), marcou o momento em que Jair Bolsonaro, inelegível e sob condenação por tentativa de golpe de Estado, delegou a sucessão ao filho mais velho.
Em postagem nas redes sociais, Flávio, de 44 anos, confirmou a indicação com tom de missão divina.
“É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”, escreveu.
Ele prosseguiu: “Eu me coloco diante de Deus e diante do Brasil para cumprir essa missão. E sei que Ele irá à frente, abrindo portas, derrubando muralhas e guiando cada passo dessa jornada.”
A escolha foi comunicada previamente ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante viagem de Flávio à capital paulista na quinta-feira (4). Tarcísio, cotado como alternativa moderada pelo Centrão, ouviu o anúncio em silêncio, segundo fontes do PL.
O presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, endossou a decisão sem hesitar:
“Flávio me disse que o nosso capitão confirmou sua pré-candidatura. Então, se Bolsonaro falou, está falado.”
A família celebrou o passo. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio, postou:
“Todos sabemos que o povo desejava nosso pai como candidato. Essa era a vontade popular. Mas a tirania que avança sobre nossa nação arrancou essa escolha das mãos da população. Meu irmão erguerá a bandeira dos ideais do nosso pai.”
Já Michelle Bolsonaro, esposa de Jair, reforçou:
“Deus abençoe Flávio na nova missão pelo nosso amado Brasil.”
Contexto da decisão: prisão e herança familiar
A indicação surge em meio à crise no clã Bolsonaro, agravada pela condenação de Jair pelo ministro Alexandre de Moraes (STF), em 22 de novembro de 2025, por suposta tentativa de golpe. Preso desde então, o ex-presidente, de 70 anos, busca preservar seu legado eleitoral – que rendeu 58 milhões de votos em 2022 – através dos filhos.
Flávio, que tem se destacado como voz mais combativa contra o STF, assumiu a frente em defesas públicas do pai nos últimos meses, incluindo uma vigília em Brasília que o colocou na mira de Moraes.
Nascido em Resende (RJ), Flávio é formado em Direito pela Universidade Cândido Mendes, com pós-graduações em políticas públicas pelo Iuperj e empreendedorismo pela FGV. Sua trajetória política começou cedo: eleito deputado estadual no Rio de Janeiro em 2003 (reeleito até 2014), disputou a prefeitura da capital em 2016 (ficou em quarto lugar) e virou senador em 2018, pelo PSL – partido que elegeu Jair presidente.
Ao longo da carreira, migrou por siglas como PP, PFL, PSC, Republicanos, Patriota e, finalmente, PL. Inicialmente visto como moderado, Flávio endureceu o discurso recente, defendendo anistia ampla a apoiadores do 8 de janeiro e até impeachment de Moraes.
Em junho de 2025, em entrevista exclusiva, ele alertou:
“Bolsonaro apoia alguém, esse candidato se elege, dá um indulto ou faz a composição com o Congresso para aprovar a anistia. Isso não dá”, criticando o que chamou de perseguição judicial.
Resistência no Centrão e desafios eleitorais
A escolha de Flávio, porém, enfrenta resistências internas na oposição. Líderes do Centrão, bloco que controla o Congresso, preferem Tarcísio de Freitas pela capacidade de agregar forças moderadas contra o presidente Lula (PT).
Antônio Rueda, presidente da federação União Brasil-PP, disparou em reservado:
“Isso só polariza mais. Precisamos de alguém que una, não que divida.”
Analistas veem risco de fragmentação da direita, com governadores bolsonaristas – como Tarcísio e Cláudio Castro (RJ) – disputando o mesmo eleitorado fiel ao sobrenome Bolsonaro.
Para aliados do PL, a jogada é estratégica: mantém o clã no centro do debate, evita o esquecimento durante a prisão de Jair e reforça o controle da extrema-direita sobre a sucessão. Flávio, com bagagem de escândalos passados como o caso das rachadinhas (arquivado em 2023), aposta na lealdade familiar para mobilizar bases evangélicas e conservadoras.
“É o sobrenome que vende”, resume um deputado platinense.
A pré-candidatura ainda depende de alianças e da evolução judicial de Jair Bolsonaro. O PL planeja filiações em massa para 2026, mas o Centrão já sinaliza negociações paralelas com outros nomes.
Flávio deve intensificar viagens pelo país a partir de janeiro, com foco no Sudeste e Sul.
Manchette Press acompanha as movimentações políticas de 2026. Fique ligado para atualizações.


